TEM QUE PAGAR
na Penha, Zona Norte do Rio. O rapaz foi morto a tiros enquanto montava sua barraca de pastel em uma feira.
Durante a audiência de custódia, a prisão do policial foi convertida em preventiva para não interferir nas investigações. Ele responde por homicídio qualificado.
Testemunhas relataram que Pedro foi abordado pelo PM, que teria dito “não corre” antes de atirar. A esposa do policial, Natalia Teles — que, segundo relatos, debochou da vítima e o chamou de “cracudo” e “só mais um” — mudou sua versão durante a audiência. Ela afirmou que não presenciou a confusão em uma boate mencionada anteriormente, negou ter apontado a vítima como autor de roubo e disse que apenas ouviu os disparos.
Familiares da vítima afirmam que Pedro saiu cedo de casa para trabalhar e não esteve em nenhuma boate. Uma prima do feirante relatou que, após os tiros, o policial ainda a agrediu com um soco no rosto. Feirantes que presenciaram a cena disseram ter pensado que se tratava de um assalto e negaram qualquer envolvimento de Pedro em confusão.