O Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, é um dos mais antigos da Zona Oeste e guarda mais de um século de história de pessoas que ajudaram a construir a Zona Oeste.
Criado entre 1915 e 1920, o cemitério surgiu para atender as famílias das antigas fazendas e colônias operárias que formariam Realengo, Padre Miguel, Bangu e Senador Camará. Antes disso, os moradores precisavam enterrar seus entes queridos em lugares distantes, como Campo Grande ou Inhaúma.
O nome vem da Fazenda Murundu, que existia na região desde o século XIX. O local ficava em uma pequena elevação — e “murundu”, no tupi, significa justamente monte ou pequeno morro.
A Estrada do Murundu, hoje rua Murundu, onde o cemitério está até hoje, era uma importante via rural que ligava as fazendas locais à antiga Estação de Moça Bonita — nome original da atual Estação de Padre Miguel, inaugurada em 1894, na antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. ![]()
Esse caminho era usado por carroças, lavradores e famílias que transportavam produtos agrícolas, e acabou se tornando uma rota vital para o crescimento da região.
Com o tempo, as fazendas foram dando lugar a vilas, fábricas e bairros operários. E o Cemitério do Murundu se transformou num espaço de memória, fé e resistência popular.
Ali repousam gerações de trabalhadores, ex-combatentes da Segunda Guerra e moradores que ajudaram a construir a identidade da Zona Oeste.
Também repousam vítimas do triste episódio do chamado “massacre de Realengo”
Hoje, o Murundu segue ativo, administrado pela RioPax, e continua sendo um ponto de ligação entre o passado e o presente de Padre Miguel, Realengo e Bangu. ![]()
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